Terei paciência. Eu espero ansiosamente a procura dos teus braços pelo meu corpo incompleto. Não precisa se preocupar em dar satisfação querida, só expresse de vez em quando o que sente por mim. E me afirme que sobre hipótese de qualquer coisa que aconteça, serei eu, à quem procurarás. Só quero sentir que pensas em mim, mesmo quando está ocupada demais pra isso. Terei paciência. Terei compreensão de sobra para os teus conflitos internos, para o seu cansaço psicológico. Te dou abraços e carinho, tudo que eu tiver, te dou. Não é necessário que me peças pra te entender. Eu só quero que tenha boas noites de sono, na madrugada tranquila. E eu estarei bem, contigo. Mas, me procure.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Você me nota, me anota, até divide o cigarro.
Me veja
ando ao teu encontro
todas as manhãs
procuro ter uma aparência agradável
não procuro chamar a atenção
mas quero a sua atenção
me note.
Escreva sobre mim
sobre minhas manias desgraçadas
sobre eu ser um desastre ambulante
e possuir um sorriso agradável
anote em seu caderninho
que meus olhos brilham de uma forma diferente.
Jante comigo
bebemos um vinho
de sua preferência
acenda um cigarro
e divida-o comigo
eu só preciso da tua companhia
por muitas horas na verdade.
Não me diga o que fazer
Aquela vontade de sair atropelando você por palavras chulas. De quebrar qualquer objeto que esteja à frente. Você não pode simplesmente gritar comigo como se tivesse alguma moral, sobre os meus problemas, ou atitudes. Cale-se. Suas palavras não valem, assim como o seu caráter. Chegou atrasado pra ajudar, não tem direito de me dizer o que fazer. Por favor, se retire. Sua presença já está incomodando. Saia por aquela porta assim como entrou, rápido demais. Invente uma desculpa qualquer, suma, e nem pense em me chamar pra ir contigo. Mas que cara dura. Eu não vou te acompanhar a lugar algum.
(Mar)ina
mar
M(ar)rina
ar
(M)ar(ina)
mina
meu mar, meu ar, minha mina
Marina linda
eterna fonte d´água a minar
de ti quero incorporar
tu simplicidade aliada a tua beleza
teus gestos meticulosos sem malícia
teus cabelos crespos para trançá-los
teu perfume para ser um conquistador
Marina linda
tulipa das minhas liláceas
tom exótico de minhas orquídeas
árvore frondosa da minha floresta
eterna fonte d'água a minar
Ó doce arrebatadora
dos meus sentimentos
doce delírio dos meus delírios
encanto maior dos meus encantos.
D'pai.
De uma hora a outra.
Que na madrugada seus desejos sejam despertados
Seus medos afugentados
E que você pense em mim.
Que teu corpo me chame nas noites de inverno
Implorando um abraço eterno
Sentindo o meu cheiro de chocolate quente.
Que você me ligue de manhã cedinho
Diz que me ama baixinho
Fazendo até o sol sorrir.
E a tarde, vem aqui, me traz um sorvete
A gente anda sem rumo por aí
Mas pense sempre em mim.
Seus medos afugentados
E que você pense em mim.
Que teu corpo me chame nas noites de inverno
Implorando um abraço eterno
Sentindo o meu cheiro de chocolate quente.
Que você me ligue de manhã cedinho
Diz que me ama baixinho
Fazendo até o sol sorrir.
E a tarde, vem aqui, me traz um sorvete
A gente anda sem rumo por aí
Mas pense sempre em mim.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Olhos de floresta
E ela me olhava diretamente conseguindo até desvendar minha aura. Com aqueles olhos de floresta à luz do sol, depois de uma madrugada de chuva, onde o verde padecia após todas as gotículas de água se evaporarem. Isso foi então hipnotizando, e uma reciprocidade de sentimentos foi sendo transferido, de um olhar para o outro. A tarde já havia se passado como todas as outras vezes, ligeiramente e quase imperceptível. Não sendo os feixes de luz que se permitiam clarear a casa pelas janelas entre abertas, os dias passariam correndo, como dois passos a cada dois degraus de escada, porém, incansável. Insaciável o desejo. O carinho transbordava, e entre uma carícia e outra, o silêncio se fazia música. As notas pairavam sobre nossas cabeças, eram suaves e inquietantes. Fazendo as borboletas manifestarem-se na barriga e aflorando o calafrio na ponta dos dedos. O toque delicado dos nossos corpos, se fundindo a cada abraço apertado, caloroso, protetor. Incrível como os sentimentos sinceros curam até as feridas mais ásperas.
A noite foi intrometendo-se aos poucos. Mesmo querendo tomá-la pela mão e fugir por aí, me contive, e contentei-me satisfatoriamente em tomar-te a mão, o coração, e dizer o quanto a amo. Mesmo com os olhos brutos, ou os pedidos de desculpas soluçados depois dos aborrecimentos, só conseguia pensar em atender teus pedidos, te agradar, te fazer segura, de que meu coração é teu, e eu sei que cuidará muito bem dele assim como tem feito todos os dias. E, ao dar o último beijo da noite, antes de fechar a porta e seguir sozinha dali até em casa, já sentia sua falta. Então pedi para que se cuidasse, já que não estaria ali durante o resto da noite. Mas em breve acordará com o meu melhor sorriso de bom dia.
Fora da gaiola
Foi-se. Escapuliu pela janela. Deu um salto grandioso e sequencialmente piruetas pelo ar. Sentiu o vento esvoaçar suas penas. Reduziu a velocidade. Freou-se e apreciou a vista. Descansou no abismo. Fechou seus pequenos olhos e absorveu os últimos raios, já fracos, do sol que se punha. Sabia que não era certo repousar ali durante toda a madrugada. Mesmo a vontade sendo imensurável, de apenas andar pelo mundo. Não precisar voltar pra gaiola recém-trocada, mas que em nada lhe beneficiava. Não havia conforto algum. O fim da tarde, a chegada da noite, madrugada, manhã. A manhã, o sol nascendo. Ah que bela manhã. Então já se podia cantar, aos quatro ventos. Já se sentia a liberdade pelo ar. Mesmo que só por uma noite inteira.
Assinar:
Postagens (Atom)