Não sei aonde estou pisando.Pés descalços. Calejados de calçadas brutas. Meus olhos vazios.Sorrisos de escanteio. Porque me tocas, ou me tomas? Se não se entrega.
Eu flutuo. Velejo.Vou pra longe. Não sei quando volto.As vezes só estou aqui. As vezes só. As vezes só estou. Eu. Aqui. Com cheiro de vida morna. Com desejo de rodar o mundo.
Sinto vontade de me tomar pela mão, ser minha, inteiramente. Mas quem disse que eu sei quem sou pra ser capaz de me desfazer das coisas que me completam. Não me sou mais suficiente.
Meus potes de desejos estão secando. Parecem distantes, por vezes inalcançáveis.
Não quero simplesmente aceitar palavras avulsas. Ou ir contra os meus princípios e me magoar.
É aflição. Sinto-me aflita. Pisando em ovos. Com os pés descalços. Andando pelos meus diamantes não lapidados.