terça-feira, 3 de dezembro de 2013

"Acabou. No meu caso, dessa vez, apenas acabou. E aí essa é a hora em que eu pego a mala, arrumo as roupas e encaro a parede com a expressão mais perdida da vida. E agora, Zé, vou pra onde?
Esse mundão de meudeus é tão grande, o meu Zé provavelmente responderia. Olha aí, quanta oportunidade pela frente. A vida é uma só, então vai lá e aproveita as coisas que estão começando. Porque, olha (olha!), quanta coisa começando.
Algumas vezes você se despede, algumas vezes chora, algumas deixa pra lá. Sente aquele apertinho no peito, mastiga uma decepção ou então engole um bom pedaço de coragem. Mas vai. Respira fundo e vai, porque a graça da vida está justamente em poder se reinventar. Não disseram por aí trezentas mil vezes que era melhor ser uma metamorfose ambulante? 
Bom, acabou, Zé. Vou arrumar a mala com roupas para todas as estações, até mesmo aquelas que eu não gosto tanto de usar (vai que meus gostos mudam, não é mesmo?). Vou tomar umas doses de coragem, esconder o medo com a maquiagem e ir."