domingo, 12 de janeiro de 2014

Primavera. 
Mãos mornas. 
Braços de afeto. 
Olhos de floresta.  
Sorrisos soltos no céu. 
Fotos espalhadas pela casa.
Abraços de aconchego.
Joia rara, preciosa. 
Universo de amor. 
Companheirismo.
Passos seguros. 
Intimidade. 
Confiança. 
Ternura.
Nós! 

Vem, te quero.

Te quero todas as noites pra me aquecer, todos as tardes para apreciar o pôr do sol, enriquecer o sentimento, transbordar dos desejos intensos e misteriosos. Abusar da tua pele macia e da sutileza ao dizer um 'Te amo'. Um composto de paixão, ternura, fascinação. Amor na medida certa, a todo tempo. Determinado a superação e resistente aos conflitos contínuos. Vens de noite, mediante tua doce voz me fazer dormir tranquila, ao saber que na manhã seguinte, terei você, pra me fazer ter um bom dia. Saciando em  mim, a necessidade sua, e de tudo que proporcionalmente me propicia. Então meu amor, mantenha-me aquecida, enquanto puder.
Moça, por favor, preciso do teu doce sorriso todas as manhãs. Preciso ter você, me ter, me ser, tecer nossas preces. Eu enalteço tuas palavras singelas, e saborosas. Dão gosto de ler, dá gosto te ler. Percorro cada curva do teu corpo, com meu toque sutil, e todos os dias, nem que seja por um minuto, lembro-me do teu delinear. Sinto vontade de agarrar-me ao teu abraço, fundir-me ao teu corpo, pra nunca mais sair de ti. Eu te pertenço, não enxergas? Eu abdico de mim, para que você me tenha. Eu não me quero, eu não me sirvo. Diga-me que posso servir de algo pra ti. Que meu carinho te faz bem, que sente emoção quando te toco. Que teus olhos jamais brilhariam tanto quanto ao quando me vê chegando. Eu não aguento a sua ausência. Não aguento a ausência das tuas palavras avassaladoras, que me atropelam inteira às vezes. Mas minha necessidade é maior. Parece apelo, é desesperador. Então quando eu estiver assustada, apenas me olhe nos olhos, e diga que ficará tudo bem. Tudo bem?! Ignore-me quando eu for tola demais. Mas não me ignore quando eu só quiser me satisfazer do teu amor. Eu prometo te retribuir ao fim do dia. Dou-te presente, trago rosa, ou te faço um café. Aprendo a fazê-lo a seu gosto. Moldo-me. Assim sou eu, sei ser assim. Mas não sei ser sem você. Baixei suas músicas recém-escutadas, só pra sentir teus sentimentos. Partilhar do teu bom gosto. Reli teus contos, só pra me sentir dentro deles, mesmo que não seja, que não me enquadre. Eu só precisei tirar os pés do chão um pouco, e pôr de volta. 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

"Acabou. No meu caso, dessa vez, apenas acabou. E aí essa é a hora em que eu pego a mala, arrumo as roupas e encaro a parede com a expressão mais perdida da vida. E agora, Zé, vou pra onde?
Esse mundão de meudeus é tão grande, o meu Zé provavelmente responderia. Olha aí, quanta oportunidade pela frente. A vida é uma só, então vai lá e aproveita as coisas que estão começando. Porque, olha (olha!), quanta coisa começando.
Algumas vezes você se despede, algumas vezes chora, algumas deixa pra lá. Sente aquele apertinho no peito, mastiga uma decepção ou então engole um bom pedaço de coragem. Mas vai. Respira fundo e vai, porque a graça da vida está justamente em poder se reinventar. Não disseram por aí trezentas mil vezes que era melhor ser uma metamorfose ambulante? 
Bom, acabou, Zé. Vou arrumar a mala com roupas para todas as estações, até mesmo aquelas que eu não gosto tanto de usar (vai que meus gostos mudam, não é mesmo?). Vou tomar umas doses de coragem, esconder o medo com a maquiagem e ir."

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Quisera eu manter teus olhos fixados ao meus
Ou fazer tremer teus lábios
Ah se eu pudesse parar para observá-los cinco minutos pela manhã
Todas as manhãs.



Meu tesouro
És como alegria em prato cheio, transbordando, intensamente.



Quando é pra ser.


Se aprecia de segunda a quinta, na sexta não mais.
Se sente bem na terça e quarta, na quinta, fica apreensiva.
Porque não constante?
Olhou para si,
mesmo sabendo não ser mais a mesma
e tocou sua face
buscando as expressões que há dias atrás
mostravam um semblante tão feliz.
Os perfumes traziam consigo as vagas lembranças
de uma vida que já não segue mais daquela forma.
As fotos procuram uma moldura adequada,
ou porta-retrato bonito.
Mas ainda nem foram tiradas e sequer reveladas.
Correntes que a prendiam ficaram ao chão
naquele velho quintal
onde as flores ainda brotam em manhãs secas.
Ocupam quase todo o espaço
onde seus pés buscam um equilíbrio para andar
e esperar cair sobre si, as bruscas lembranças
de um passado provavelmente bem vivido.
Colheu, os frutos que um dia plantou ali.
E sabendo o que fazer, apenas partiu.
Um pequeno detalhe a moldou,
aos poucos já não tinha os mesmos pensamentos
de uma boba menina.
Se deixou ser.