Se aprecia de segunda a quinta, na sexta não mais.
Se sente bem na terça e quarta, na quinta, fica apreensiva.
Porque não constante?
Olhou para si,
mesmo sabendo não ser mais a mesma
e tocou sua face
buscando as expressões que há dias atrás
mostravam um semblante tão feliz.
Os perfumes traziam consigo as vagas lembranças
de uma vida que já não segue mais daquela forma.
As fotos procuram uma moldura adequada,
ou porta-retrato bonito.
Mas ainda nem foram tiradas e sequer reveladas.
Correntes que a prendiam ficaram ao chão
naquele velho quintal
onde as flores ainda brotam em manhãs secas.
Ocupam quase todo o espaço
onde seus pés buscam um equilíbrio para andar
e esperar cair sobre si, as bruscas lembranças
de um passado provavelmente bem vivido.
Colheu, os frutos que um dia plantou ali.
E sabendo o que fazer, apenas partiu.
Um pequeno detalhe a moldou,
aos poucos já não tinha os mesmos pensamentos
de uma boba menina.
Se deixou ser.
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